Da resignação nada sei. O mar está encapelado sou um barco. Guardo os sapatos, fecho as portas passeio à chuva. Espero o vento há que colher os frutos.
Tu descansas serenamente folha leve, por terra fim de cacimbo
Os heróis não voltam. Dormes, não queres estar vivo.
Estar vivo é abrir uma gaveta na cozinha, tirar uma faca de cabo preto, descascar uma laranja. Viver é outra coisa: deixas a gaveta fechada e arrancas tudo com unhas e dentes, o sabor amargo da casca, de tão doce, não o esqueces.